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ROCKY HORROR GLEE SHOW

28 out

Quem leu os posts anteriores do blog, especificamente os da Hali, sabe que esta semana a comédia-musical Glee não se limitou a homenagear ou parodiar celebridades do mundo da música, mas incursou-se naquele que é o mais cultuado musical de todos os tempos: ROCKY HORROR PICTURE SHOW. (Eu veria qualquer coisa de Rocky Horror mesmo que fosse em “Hannah Montana” mas ontem esperei antecipadamente pelo episódio de Glee!)

Para quem nunca viu esta pérola, “Rocky” é uma adaptação de um musical, influenciado explicitamente por filmes de ficção científica e de horror-b, dirigido em 1975 por Jim Sherman; e conta basicamente a história absurda de um casal recém-casado que em meio a uma tempestade busca refúgio no mausoléu do doutor Frank N’ Furter, um travesti com um plano ousado e depravado de criar o mais perfeito humano aos moldes de Charles Atlas – o Rocky do título.

Bem polêmico, o filme foi mal recebido na época de seu lançamento, tendo sua temática homossexual ofuscando as qualidades criativas da obra. Demorou, no entanto Rocky Horror Picture Show começou a ganhar certa notoriedade a partir de “midnight sessions” em 1977. Hoje, “Rocky” tem o recorde do filme que ficou mais tempo em cartaz – sendo ainda assistido por multidões que participam das sessões lotadas em plena meia-noite para cantar “Time Warp”.

E o episódio de Glee…

O cadeirante Dr. Scott no filme é mais uma das vítimas de Frank N' Furter

Qual o diagnóstico Dr. Scott?

Bem, antes do diagnóstico do Dr. Scott – que por sinal é tio de Eddie – que é namorado da tapdancer Columbia e que teve parte do seu cérebro removida para o Rocky e acabou morrendo e virando a janta da cena em que…ESQUECE!!! Rocky Horror não é racionalizável, é non-sense por natureza e parte da diversão é enaltecida pelo próprio fato da película ser auto-satírica.

O seriado se absteve dos detalhes da trama, focando nos atos musicais. Se o público aprovou esta versão? O fato do seriado ter marcado ontem na audiência 11 milhões de espectadores adultos é extraordinário – mais do que a média de audiência de seriados carros-chefe da emissora como “House M.D” (FOX)-, o que por si só já valida o quão ávida a expectativa que a homenagem de “Rocky Horror” fomentou.

Em relação ao plot do seriado, o mesmo foi somente uma desculpa para re-encenar alguns dos números musicais mais icônicos do filme. Na história de Rocky Horror Glee Show (próprio nome do episódio), para surpreender e se aproximar da amada e compromissada Emma, o produtor do grupo musical Glee, Will, resolve propor que a turma reproduza o tal musical, sabendo do fanatismo de Emma pelas sessões noturnas de Rocky Horror.

"Não, não fiz o filme "Precious"!!!!

As mais conhecidas músicas são de fato encenadas pelo vasto grupo que compõe Glee. O grande defeito consistiu na escolha de uma mulher para interpretar o favorito “travesti da transsexual Transylvania” – Dr. Frank n’ Furter, uma escolha mais segura para a televisão aberta, sem dúvida,  mas que infelizmente enfraqueceu os números nos quais a personagem gorducha Mercedes Jones esteve presente. Todavia Mercedes conseguiu o papel de transsexual, mesmo à controvérsias do grupo, ao mostrar sua auto-confiança devido a canção do filme que ela cita com convicção:  “Dont dream it, be it” (Não sonhe, seja) – a intertextualidade foi muito bem empregada.

Concluindo, apesar de umas mal-sucedidas encenações como a de “Time Warp” (que revela-se um grande anti-clímax) o seriado merece notoriedade pela criatividade de inserir e homenagear o filme peculiar que é Rocky Horror. Além disso, algumas sequências ganharam muito vigor devido as ótimas performances memoráveis como esta genial interpretação de Janet pela personagem Emma (Jayma Mays) cantando “Touch-A, Touch-A, Touch Me (interpretada originalmente no filme por Susan Sarandon)”:

***Confira o vídeo antes que tirem do ar e porque deu muito trabalho para fazer o upload rs!

ou baixe o clipe através do link:

http://www.megaupload.com/?d=NTW5W7RD

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